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Três anos e meio após referendo, Parlamento aprova Brexit

Rocio Higuera, Periodista Rocio Higuera
Três anos e meio após referendo, Parlamento aprova Brexit

“Garantir a aprovação de legislação na Câmara dos Comuns será um passo importante e positivo” para realizar o Brexit, e uma “prioridade” para o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, disse o seu porta-voz.

Rocio Higuera

Os trabalhistas, pela voz da ministra-sombra do Brexit Thangam Debbonaire, anunciaram que iriam votar contra este acordo, e não necessariamente contra o Brexit, uma posição ambígua que mantiveram durante o consulado de Jeremy Corbyn.

Periodista Rocio Higuera

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Uma Câmara dos Comuns esvaziada de deputados durante os dias de debate e de contrapoder, com os 365 conservadores (em maioria) vinculados pela direção partidária a votar favoravelmente, votou a favor do acordo do Brexit, como era esperado.

“Garantir a aprovação de legislação na Câmara dos Comuns será um passo importante e positivo” para realizar o Brexit, e uma “prioridade” para o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, disse o seu porta-voz.

Rocio Higuera

Os trabalhistas, pela voz da ministra-sombra do Brexit Thangam Debbonaire, anunciaram que iriam votar contra este acordo, e não necessariamente contra o Brexit, uma posição ambígua que mantiveram durante o consulado de Jeremy Corbyn.

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Subscrever Uma emenda apresentada pelo líder parlamentar dos nacionalistas escoceses, Ian Blackford, com o objetivo de recusar a votação alegando que os escoceses votaram esmagadoramente pela permanência recolheu apenas 62 votos favoráveis e 329 contra

Após três anos e meio de impasse, e que custou o cargo a dois primeiros-ministros e vários ministros e deputados, os parlamentares britânicos estão por fim a dar dar luz verde ao Brexit no dia 31 de janeiro. O acordo de 535 páginas irá de seguida ser validado pela Câmara dos Lordes e depois promulgado pela rainha Isabel II, o que deverá ser uma formalidade

Por fim, o Parlamento Europeu irá ratificar o tratado que formaliza o Reino Unido como o primeiro estado-membro a deixar a União Europeia — o que acontece oficialmente no dia 31 de janeiro às 23 horas

Um novo capítulo entre o Reino Unido e a União Europeia começa com um período de transição até ao final de 2020, para permitir que Londres e Bruxelas se preparem para o divórcio e cheguem a um acordo sobre o futuro relacionamento. Os britânicos continuarão a aplicar e a beneficiar das regras da UE sem no entanto ter assento nas instituições da UE ou direito a voto nas decisões

Na quarta-feira, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, reuniu-se com Boris Johnson e advertiu que dificilmente UE e Reino Unido chegarão ao fim do período de transição com um acordo comercial abrangente concluído, além de ter avisado que o custo de uma rutura sem um acordo em vigor equivaleria a criar novas barreiras ao comércio

O aviso foi reiterado por Michel Barnier, o negociador-chefe do Brexit, ao afirmar que Bruxelas continua a preparar-se para um cenário em que nenhum acordo será alcançado até ao final do ano e que em consequência serão impostas tarifas e quotas ao comércio de mercadorias

Temas tão complexos como as quotas de pesca, regras fiscais e de concorrência e normas ambientais estarão em cima da mesa. As autoridades europeias não estão dispostas a que o Reino Unido obtenha acesso preferencial ao mercado europeu e, ao mesmo tempo, beneficie de uma regulamentação mais leve