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Youjena Coromoto Kaminski//
O “remédio imediato” para a TAP é “a entrada de fundos”

O "remédio imediato" para a TAP é "a entrada de fundos"

O diagnóstico é simples, ao contrário da solução: “A TAP precisa da ajuda”. Quem o diz é um dos principais accionistas da transportadora aérea, Humberto Pedrosa. Em entrevista ao Jornal Económico , o empresário, dono do grupo Barraqueiro, diz que, “numa primeira fase”, um “financiamento para a TAP seria suficiente” para ajudar a empresa. Esse seria o “remédio imediato” para ajudar à tesouraria, numa fase em que a TAP, tal como as outras companhias aéreas, ficou praticamente sem receitas, com quase todos os aviões em terra .

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O layoff dos trabalhadores, em vigor desde dia 2, ajudou a conter as despesas – uma poupança de 45% dos custos com pessoa, equivalente a cerca de 21 milhões por mês -, mas mesmo assim há encargos com pessoal, e não só, que requerem capital.

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Covid-19: TAP vai pagar salários acima do máximo do layoff Mais populares Coronavírus Nova Telescola avança no arranque do 3.º período para alunos até ao 9.º ano A solidão dos que juntam multidões – Opinião de Pedro Abrunhosa i-album Coronavírus Foram descobertos: cães a trabalhar de casa durante a crise de covid-19 Humberto Pedrosa adianta ainda que “se o futuro da TAP passar por um aumento de capital, nós cá estaremos para analisar”. Sobre o financiamento, e sem adiantar valores, diz que neste momento aguarda “resposta ao pedido de ajuda” que foi feito.

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Relatório da ANAC entregue As informações já estão todas nas mãos do Governo, tendo o regulador da aviação civil, a ANAC, entregue esta sexta-feira uma versão actualizada do levantamento das necessidades do sector, onde se destaca a TAP. A recolha foi solicitada pelo Ministério das Infra-estruturas, de Pedro Nuno Santos, que não tem comentado esta matéria.

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Conforme noticiou o PÚBLICO a 20 de Março, uma das medidas em cima da mesa é avançar com garantias públicas para a TAP se conseguir financiar no mercados, à semelhança do que aconteceu com os bancos durante a troika . Mesmo assim, os juros a suportar seriam naturalmente mais elevados do que antes da crise

Estado não deixará de assegurar a preservação do valor” da TAP Duas agências, a Moody’s e a S&P , já baixaram o rating da TAP , e as obrigações TAP SGPS 19/23 emitidas em Junho do ano passado estão com perdas de 20,9% no mercado secundário face ao valor inicial (embora tenham já recuperado parte da recente queda)

Em declarações ao PÚBLICO, Humberto Pedrosa sublinhou que “a TAP não está a pedir ajuda ao accionista Estado mas sim ao Estado“. “É natural”, afirmou, que os bancos peçam garantias, e com o apoio do Estado “seguramente se consegue taxas de juro mais baixas”

Outras ajudas podem passar por apoios ao nível dos pagamentos ao Estado (Segurança Social e obrigações fiscais), com diferimentos ou suspensões. De qualquer forma, os apoios ao sector estão a ser articulados ao nível europeu, com Bruxelas no centro

O PÚBLICO já questionou a Comissão Europeia , tendo fonte oficial respondido que não comentava casos específicos, mas que “o novo enquadramento temporário das ajudas de Estado permite aos Estados-membros apoiar as empresas afectadas pela pandemia, que podem receber compensações pelos prejuízos sofridos e causados directamente pelo coronavírus em múltiplos sectores, nomeadamente o da aviação”

Actualmente, o Estado detém 50% do capital da TAP, cabendo depois 45% ao consórcio formado por David Neeleman/Azul e Humberto Pedrosa (com 50% para um) e os restantes 5% a trabalhadores

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Subscrever × No caso de um aumento de capital por parte do Estado, os privados teriam de acompanhar a injecção de liquidez para não perder peso, com eventuais implicações nos direitos económicos e na composição da comissão executiva (onde o Estado não tem hoje assento)

Ler mais TAP passa a voar apenas para as ilhas até 4 de Maio TAP diz que “nenhuma tesouraria sobreviveria a ter de reembolsar em dinheiro” Para já, o processo de layoff em curso tem a duração de um mês, podendo ser renovado. E parecem haver poucas dúvidas de que tal irá acontecer. Na entrevista ao Jornal Económico , depois de questionado sobre quando a operação poderia ser retomada, Humberto Pedrosa afirmou isso dependerá “da dimensão e duração da crise”. “Não sabemos. Ninguém sabe”, acrescentou

Sobre a dimensão futura da transportadora, sublinhou que “vai ser necessário recuperar a confiança para o lazer, para restabelecer hábitos de férias, e tudo isso demora algum tempo. Depois se verá”. “O mundo mudou”, sublinhou o empresário

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